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Fotojornalistas atingidos por balas durante operação policial

24/02/2017 às 13h44 Atualizada em 24/02/2017 às 19h11
Por: INÁCIO TEIXEIRA Fonte: G! e Sec Seg Publica de São Paulo
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O repórter fotográfico Dário Oliveira é socorrido após ser atingido por uma bala na coxa (Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo)
O repórter fotográfico Dário Oliveira é socorrido após ser atingido por uma bala na coxa (Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo)

O secretário da Segurança Pública (SSP), Mágino Alves, reiterou nesta sexta-feira (24) em entrevista coletiva que os agentes não dispararam balas letais.   “Nós podemos afirmar hoje que não houve disparo de munição letal realizado por policiais militares. Então estamos procurando apurar, com ajuda de câmeras, quem teriam sido os autores dos disparos. Foram contabilizados seis disparos na região da Cracolândia“, disse Mágino nesta manhã. Mesmo assim, dois fotógrafos e dois policiais militares foram baleados por armas de fogo durante a confusão.Um desses tiros de arma de fogo feriu o fotógrafo Dário Oliveira, da Agência Código 19. Ele teria sido levado para um pronto-socorro da região.  Um disparo de raspão também machucou um tenente da PM, uma bala acertou o celular do fotógrafo freelancer Marcelo Chello, que estava no bolso dele, e outro tiro perfurou o escudo de um policial, que se feriu com os estilhaços. Bombeiros também ficaram machucados, mas por causa de paus e pedras que foram lançados na direção deles.

Escudo da polícia com um buraco após ação na Cracolândia (Foto: Divulgação/PM)Escudo da polícia com um buraco após ação na Cracolândia (Foto: Divulgação/PM). 

“O fotógrafo Marcelo Chello já fez trabalhos freelances para a SSP. Ele mesmo contou que os tiros não partiram da PM”, disse Mágino. “Não há nenhuma evidência que esses disparos tenham partidos dos policiais militares. Os próprios policiais ficaram feridos”.

Jornalistas que estiveram no local relataram ter visto policiais dispararem balas de borracha e bombas de gás.

De acordo com a PM, o confronto começou quando, durante uma abordagem de rotina a suspeitos de tráfico de drogas que estavam num carro, cerca de 300 pessoas se aglomeraram e começaram a arremessar pedras e objetos contra os policiais, além de atear fogo em lixos.  

A ARFOC-SP através do seu presidente Marcos Alves,  tomou todas a s providencias e cobrou da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo mais respeito e atenção com os profissionais de imagem que sofrem agressões durante o exercicio de sua  profissão, " A arfoc-sp condena toda e qualquer tipo de violência, seja física fisica ou moral" disse Marcos alves. 

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