
A LIÇÃO DA GREVE GERAL Quem foi às ruas dia 28 de abril de 2017 participar da Greve Geral Nacional tem o meu respeito e minha admiração. Em Poções, Eu estava lá e ajudei a interditar a BR 116. Ouvi com atenção os companheiros e companheiras que se pronunciaram no ATO de fechamento da via e me senti contemplado em muitas reflexões apresentadas pelos representantes da APLB -Sindicato, SINSEP, Bancários, Veradores, cidadãos e cidadãs que alertaram para os males da Terceirização, da Reforma da Previdência e da Reforma Trabalhista. Embora guarde algumas restrições quanto a linha de pensamento verbalizada por alguns dos oradores durante a manifestação, tais posicionamentos, mesmo divergentes, não comprometeram a grandeza e significância do ato, ainda que tenha remexido em ações e posições relativas a implementação do Projeto Democrático e Popular, tentado e embarrerado nos idos de 2003. Depois do fechamento da BR 116 seguimos em caminhada pela Avenida Peixoto Junior, passamos pela Praça da Juventude, subimos a Cônego Pithon, paramos em frente aos Correios; onde lideranças fizeram uso da palavra e encerramos o movimento no Centro da cidade, próximo ao Banco do Brasil. Todos que foram e participaram da Greve Geral o fizeram na perspectiva de chamar a atenção do governo golpista, dos deputados e senadores parceiros do golpe e dizer que o povo brasileileiro não aceita nem admite que retire seus direitos e conquistas, fruto de muitos anos de luta. Poções marcou presença na Greve Geral com organização e desenvoltura. Entretanto, aqueles que ficaram em casa, observando pela janela ou apenas vendo as fotos pelas redes sociais; precisam reflitir sobre a situação que o País vive e fazer um exercício político, puxando pela memória e revendo a história, na perspectiva de exergar e destinguir quem de fato atua contra a classe trabalhadora e contra o povo brasileileiro. Outra coisa, temos que reconhecer quem são nossos verdadeiros aliados pois; muitos de nós, mesmo fazendo parte da classe trabalhadora, vivemos a ilusão da classe dominante que nos faz pensar e agir como elite, reproduzindo o discurso e o comportamento de nossos algozes. Diante de tudo isso, devemos nos cuidar para que a mídia, especialmente a rede globo, não nos transforme em marionetes para consolidar seus mecanismos de dominação. Portanto, diante das ameaças e destruição dos nossos direitos e garantias previstos na Constituição, cabe a nós reagir e gritar nas ruas, praças e avenidas que os golpistas, fascistas e traidores de classe não passarão. Viva o povo brasileiro! Viva os trabalhadores! FORA TEMER! Por: João Bonfim Cardoso Cerqueira /Professor de História
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