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Alexandre Augusto estréia na fotografia com um olhar plural no universo feminino

27/05/2017 às 12h44 Atualizada em 27/05/2017 às 13h16
Por: INÁCIO TEIXEIRA Fonte: Inácio Teixeira
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Alexandre Augusto é neto de Horádia, filho de Maridelma, sobrinho de Eliane, irmão de Elisa, Maiana e Juliana. Marido de Ludimila, pai de Lara. Em mulheres d pedra, sua estreia como fotógrafo, o escritor e jornalista traz um tema que os sus olhos sempre registraram; a força e a delixadeza do universo feminino.
Alexandre Augusto é neto de Horádia, filho de Maridelma, sobrinho de Eliane, irmão de Elisa, Maiana e Juliana. Marido de Ludimila, pai de Lara. Em mulheres d pedra, sua estreia como fotógrafo, o escritor e jornalista traz um tema que os sus olhos sempre registraram; a força e a delixadeza do universo feminino.

ALEXANDRE AUGUSTO ESTREIA NA FOTOGRAFIA COM A EXPOSIÇÃO ‘MULHERES DE PEDRA’

Está acontecendo no Teatro Gregório de Mattos, a exposição de fotografias Mulheres de Pedra, a primeira do jornalista, publicitário e escritor Alexandre Augusto. Baiano de Feira de Santana, ele usou o seu faro de repórter na produção de um ensaio que revela os olhos, o rosto, a força e a delicadeza de um conjunto de mulheres da Chapada Diamantina. Em viagens aos municípios de Itatim e Itaetê, a cerca de 300 km de Salvador, é comum ver famílias inteiras trabalhando em pedreiras. E lá estão elas, de todas as idades, firmes como a pedra, ao lado dos homens. 
São 21 fotos em cor de personagens de fibra, como Dona Umbelina, que herdou o ofício dos pais e deu um depoimento no mínimo surpreendente quando questionada sobre sua história: ‘Moço, meu pai foi cortador de pedras e eu faço isso desde menina. Agradeço a Deus todos os dias pela pedra. Foi com a pedra que criei meus filhos. É com a pedra que hoje eles criam meus netos’”. Alexandre também comenta: “As mulheres da Chapada trabalham de sol a sol para botar comida na mesa. Mesa que de noite elas vão arrumar para os maridos e filhos. É isso que quero mostrar com as minhas fotos. Foi isso que os meus olhos viram. A dignidade dessas mães, esposas e filhas”.
CONTADOR DE HISTÓRIAS - Em seu primeiro projeto como fotógrafo profissional, Alexandre se lançou com a bagagem de quem escreveu a biografia do sambista Moreira da Silva (O Último dos Malandros, Editora Record, 1996) e produziu uma série de reportagens durante os cinco anos que viveu em Angola. O interesse pelas lentes se aprofundou quando morou em Londres, onde comprou equipamentos e freqüentou vários cursos. Admirador de Pierre Verger e Sebastião Salgado, prefere não rotular seu estilo, e diz que o mais importante é saber contar histórias.A
Em Mulheres de Pedra, os visitantes serão convidados a se transportar para uma Bahia profunda. Chuva não cai, e as cores no cinza quem dá são as mulheres com camisas enroladas no rosto, esmaltes nos pés descobertos e combinações de roupas pouco comuns. As crianças e os homens compõem a cena porque fazem parte da família. Assim como a casa, com seus quartos, mosquiteiros e altares revestidos de imagens de santos e Yemanjá. Para a jornalista, escritora e atual curadora da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), Joselia Aguiar, que assina o texto de apresentação da mostra, a exposição de Alexandre Augusto “dá a ver uma história de corajosa resistência”, em que “inexiste tempo ou espaço para hierarquia de gêneros, nem a velhice aplaca a força, e se há uma força a se destacar, será a feminina, no acúmulo de tantos papéis”.

VEJA A GALERIA DE FOTOS

SERVIÇO
O QUÊ: Exposição Mulheres de Pedra, de Alexandre Augusto
ONDE: Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves – Centro) 
Visitação de terça a domingo, das 14 às 19 horas. Até 30/7

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