
Yuri Dmitriev, conhecido por seu trabalho sobre o gulag durante o stalinismo, foi detido novamente, menos de três meses depois de ter sido absolvido em um caso polêmico de pornografia infantil. O historiador russo, que combate a injustiça em seu país, não agrada o regime malvado de Putin ou dos conservadores russos que querem encobrir abusos impostos pelo sistema, sofre de perseguições e acusações para neutralizar suas ações humanitárias. Durante 30 anos, Yuri Dmitriev estabeleceu uma lista de 40 mil nomes de pessoas executadas em Carelia durante o stalinismo. Também foi o responsável pela descoberta da vala comum de Sandarmokh, onde quase 9 mil pessoas foram fuziladas.
O “stalinismo” é um conjunto dos métodos e práticas de governo do chefe de Estado soviético Joseph Stalin de 1920 a1953, um regime totalitarista dos mais autoritários da história.
"Ele foi detido ontem (quarta-feira- 27/06) em relação com um novo caso", afirmou o advogado Victor Anufriev.
O historiador comparecerá nesta quinta-feira a uma audiência com um juiz que decidirá sobre uma possível prisão.
Dmitriev, 62 anos, dirige a Memorial, principal organização russa de defesa dos direitos humanos, em Carelia, região russa na fronteira com a Finlândia.
O historiador passou um ano preso, acusado de ter feito imagens pornográficas de sua filha adotiva, o que ele sempre negou. A história se repete, aqui ou na Russia, não se pode de forma alguma criar condições de melhorias para o povo, ou ser de forma democrata onde todos são reconhecidos pelo estado como cidadãos, e ter seus direitos respeitados, que logo aparecem acusações pna tentativa de anular seus feitos.
Os simpatizantes de Dmitriev afirmam que as autoridades russas tentam intimidar o historiador por seu trabalho, que fez revelações sobre os períodos mais obscuros da história da URSS. Em abril, o pesquisador foi absolvido das acusações de pornografia, mas declarado culpado de posse ilegal de armas e condenado a dois anos e meio de controle judicial. O julgamento, no entanto, foi anulado por outro tribunal, que reenviou o caso para outra instância
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