
A comunidade quilombola Lagoa do João está localizada na zona rural do município Poções - BA, e faz parte do grupo dos municípios do território de identidade do Sudoeste Baiano, com cerca de 100 famílias e oitava geração, desde que um Negro chamado João se refugiou ás margens de uma Lagoa ali existente.
Com economia pobre, a população vivia da cultura da mandioca, com uma forma artesanal de fazer a farinha - seu principal produto- e extrair pó da palha do côco Licuri, uma palmeira que produz uma castanha rica em óleo e fibras. Dalí, saia a paçoca com a mistura da farinha de mandioca.

A comunidade esteve presente em peso na noite de ontem (13) no auditório da Filarmônica 26 de Junho, em Poções, para assistirem à exibição do documentário “Memórias de um Quilombo Vivo", do cineasta Rogério Sagui, um nativo garoto com olhos e pensamentos poéticos na busca de emoção e essência da alma de cada personagem. Foi com esse trabalho, que a comunidade formada por descendentes de pessoas escravizadas foi imortalizada e poderá ser estudada e compreendida pelas próximas gerações.

FO cineasta relatou que ao todo foram 12 meses de idas e vindas na comunidade Quilombola da Lagoa de João, e que hoje, os aplausos tomaram os ouvidos e foi a principal trilha sonora da apresentação.
Chamado de Gilberto Gil do cinema por Zé Dumont, de Akira Kurosawa por Elba Ramalho, eu o vejo como o Spike Lee da Caatinga, por seus trabalhos e temas de suas fitas.
Na foto, Sagui -como é chamado carinhosamente por todos- recebe Mãe Maura, líder religiosa do Quilombo da Lagoa do João.
Clique no link abaixo e veja as fotos da festa
http://www.tvpovo.com.br/site/galeria/110/lanamento-do-documentrio-memrias--de-um-quilombo-vivo
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