
Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do País e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.
As regras gerais adotadas entre o Brasil, a OPAS Organização Pan-America de Saude/OMS Organizacao Mundial de Saúde, e o governo de Cuba para a realização do Mais Médicos, seguem o mesmo padrão das demais cooperações realizadas por Cuba em 63 países para o provimento de profissionais de saúde.
Os profissionais do programa recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes. Em Poções, cidade do sudoeste da Bahia, 450 km de Salvador, que participou do PMM, recebeu cerca de 20 medicos em diferentes fases do programa e teve seus postos de saude da familia enriquecidos com as ações desses profissionais. A reportagem da tvpovo falou hoje, 10/04/2017 com os quatro ultimos profissionais que ainda se encontravam trabalhando no município e estavam de malas prontas para retornarem ao seu país. Alegres por voltarem aos braços da familia, rever amigos e viver Cuba, e com o coração dividido por terem de deixar o Brasil, onde novas amizades foram feitas, onde o povo carece de seus cuidados profissionais e onde elas são abraçadas e queridas por todos.
O Mais Médico é um programa muito rico na tentativa de melhorar a saúde e o atendimento no país, busca atender aos mais carentes em regiões longiquas e desprovidas desse tipo de atendimento. Perguntadas se voltariam ao Brasil novamente noutra fase do programa, foi unânime em dizer que escolheriam sim e que a Bahia seria a preferencia.
Rosa Vitória Perez gostou muito do povo baiano e acha uma semelhança muito grande com seu povo, e com Cuba, com a gastronomia e eranças africanas misturadas com européias. Disse também que economicamente é um bom emprego, que consegue um salário acima do usual no seu país e ainda contribuia com uma boa parte para ajudar seu povo. Contou que foi possível trazer seu marido que a acompanhou durante a jornada brasileira, sem deixar de ressaltar o carinho recebido, o contato com os pacientes e a experiencia cultural.
Yailin Montes de Oca Pensava num Brasil como um país só de rico, nunca um país com tanta desigualdade e com uma grande população carente. Disse que foi uma experiencia diferenciada de outros paises que ja tralhou, foi um crescimento pessoal e profissional e que essas experiencias que fazem a história das nossas vidas.
Rosa Maria Wilson, outra flor cubana da linhagem das rosas, matava a saudade do povo cubano e de seus familiares as vezes por telefone, mas, que a internet foi o canal de comunicação mais usado. Ao ouvir a pergunta se seria tratada diferente ao chegar em Cuba por ter trabalhado e morado no Brasil, ela disse que "diferente entre aspas", mas, que a vida seria tocada com a normalidade de sempre e que tinha seu posto de trabalho assegurado.
Hiaendys Reyes, assegurou que se pudesse escolher numa proxima etapa um lugar para rabalhar, voltaria para Poções novamente pelo carinho que recebeu do povo, pela simplicidade das coisas e, mesmo ficando abalada com a distancia entre seus familiares, aqui ela se sentia muito bem e que amava a gastronomia baiana, que conheceu acarajé entre outras coisas e que identificou-se com o povo e costumes local.
Por Inácio Teixeira/Coperphoto
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