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Alemão fica indignado com o descaso que viu

20/06/2018 às 19h44 Atualizada em 22/06/2018 às 16h05
Por: INÁCIO TEIXEIRA Fonte: Inacio Teixeira
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Gunter Kipfmuller, visita a Mina de São Félix. Foto: Inacio Teixeira/Coperphoto
Gunter Kipfmuller, visita a Mina de São Félix. Foto: Inacio Teixeira/Coperphoto

Nascido na cidade de Nuremberg na Alemanha, Gunter Kipfmuller de 73 anos, um professor de línguas que vive hoje em Berlim, visitou a antiga mina de extração de amianto na Fazenda São Félix em Bom Jesus da Serra- BA. Um professor de línguas que coordenou cursos no Instituto Goethe na América Latina e Paris, na área de educação e línguas com projetos educativos em línguas e ecologia.  Morou em São Paulo e hoje vive em Berlim.  A convite da AVICAFE, através do sociólogo e professor Jânio Rocha, Gunter esteve visitando a fazenda onde se instalou a primeira mineradora de extração de amianto no Brasil, e ficou horrorizado com tamanho desleixo e desrespeito com a humanidade praticada pela SAMA. Na Alemanha e em toda a Europa, a proibição do uso do amianto já é realidade. Nos anos 90 os estudos e pesquisas sobre a fibra mortífera foram acelerados para que medidas como políticas públicas fossem criadas para diminuir os efeitos catastróficos nas vidas das pessoas contaminadas e expostas, seja na área da medicina/científica ou mesmo mudança de hábitos e uso de produtos livres de amianto. Edificações que continham amianto foram demolidas ou reparadas, retirando tudo de amianto que ali continha.  Falta sensibilidade das autoridades e da classe empresarial no sentido humanitário, e deixar de visar somente o lucro em detrimento a vida e esquivando-se das suas responsabilidades sociais e ambientais assim desrespeitando os direitos de seus trabalhadores. Outra grande culpa e envolvido diretamente na causa, são as autoridades governamentais que permitiram a chegada e instalação da SAMA aqui na região sem a mínima noção de cuidados, e sem uma pesquisa de impacto ambiental e social. O Estado foi permissivo, nunca fiscalizou e, se fez, omitiu essas informações à população. O que mais impactou a sua visita foi esse amontoado de rejeito contendo amianto espalhados por toda esta área, sem nenhuma preocupação e informação, permitindo a entrada e permanência de pessoas que vivem e transitam no seu entorno.` `É um crime, uma barbárie.Esse grupo precisa ser responsabilizado e cobrado a reparar todos esses problemas`. Disse Gunter. Por Inácio Teixeira    

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