
Morar em uma das maiores comunidades de São Paulo é um desafio para uma jovem de 20 anos, que deixou o Povoado do Bom Fim do Amianto em Bom Jesus da Serra, sudoeste da Bahia, em busca de emprego e melhores condições de vida.

Maria Silva e Sandra Maria Silva ou Maria de Dona Rosa, rumou se com a mãe para São Paulo, e desapeia em Paraisópolis, um bairro favelizado da Vila Andrade na Zona Sul da Cidade. Maria já se acomodou, arrumou emprego, ficou morando com sua irmã Sandra e dois sobrinho e sua mãe ficou com a outra parte dos irmãos.
Veio a pandemia e perguntado pela TV povo como estava a situação, Maria disse que “está feio”, que foi afastada do emprego desde o inicio do decreto e que cumpre religiosamente a quarentena como todos da casa. Disse que nesse período, “fui na rua uma vez e vi muita gente usando máscaras e sinto muito medo”, disse ela.
Paraisópolis se organizou e a União de moradores, a Associação da Mulheres de Paraisópolis e lideranças comunitárias como o G10, segundo Gilson Rodrigues que preside a União, criaram um sistema muito interessante. Contrataram serviços médicos e ambulâncias, que dão plantão 24 horas.

Mapeou a comunidade e escolheu um líder (gerente) em cada rua e esse ficou responsável por visitar cada morador e quando surgir sintomas em algum deles que remete ao covid 19, de imediato comunicar a central que envia a equipe de saúde para tomar as devidas providencias. Afirmou ainda que a Associação distribui diariamente cerca de mil marmitas .
Por: Inácio Teixeira
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