
A parceria da AVICAFE com a UESB – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Faculdade de Medicina do Campus Jequié, resultou numa pesquisa com as orientações sobre Exercício Físico Funcional; Hábitos de alimentação saudável; controle da pressão arterial; Qualidade e importância do Sono. Foram convidados cerca de 80 voluntários entre ex trabalhadores e familiares expostos, desses, 61 concluíram todas as etapas.
Essa primeira etapa se deu no Município de Bom Jesus da Serra, local onde funcionou por 30 anos uma mineradora (SAMA), explorando a extração do amianto, deixando em sua superfície cerca de 300 hectares de rejeito contendo o asbesto. Acredita se que toda a população exposta (cerca de 10.500 pessoas, tem algum problema de saúde (DRA), produzido pela exposição e contato com o pó da morte.

O professor Cleber entrega resultado dos exames de Diolino França Além das ações de avaliação, “foram realizadas rodas de terapia comunitária com intuito de cuidados com a saúde mental e suporte social,” disse o professor Cleber, que coordenador do projeto. As atividades de exploração foram encerradas, mas a população vem sofrendo as consequências em sua saúde. Muitos ex trabalhadores e familiares apresentam problemas respiratórios, auditivos e físico-funcionais.
O projeto desenvolvido por professores do curso de Fisioterapia realizou avaliação funcional através de espirometria, bioimpedância, testes funcionais, avaliação cardiorrespiratória, avaliação do sono e qualidade de vida. Essas ações facilitaram a participação efetiva, dando acesso a todos dentro próprio município, pois para realização de exames a população precisaria se deslocar para centros maiores, demandando tempo, além de custos envolvidos.
O conhecimento acerca das condições de saúde dessa população permite que a Secretaria Municipal de saúde e a AVICAFE-Associação das Vítimas Contaminadas pelo Amianto e Famílias Expostas tenham dados mais precisos na busca de assistência e cuidados com a saúde.
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